Nadador goiano conquista seu terceiro ouro no Parapan do México
Vanilton Filho venceu os 400 metros livre S9. O nadador já havia subido no lugar mais alto do pódio revezamento 4 x 100m e nos 50m livre
Vanilton Filho conquistou seu terceiro ouro no
Parapan (Foto: Luciana Vermell/FOTOCOM.NET)
Parapan (Foto: Luciana Vermell/FOTOCOM.NET)
O nadador goiano Vanilton Filho conquistou mais uma medalha de ouro nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara, no México. Desta vez, o atleta venceu nos 400 metros livre S9, na noite desta quarta-feira.
Vanilton teve que sofrer para ganhar seu terceiro ouro. Ele ficou em terceiro até a metade da final dos 400m livre masculino S9, mas assumiu a ponta nos últimos 150m para vencer a prova com o tempo de 4m45s14.
Aos 18 anos, Vanilton subiu ao topo do pódio pela terceira vez neste Parapan. Além dos três ouros, o goiano também conquistou um bronze, despontando como uma das revelações da natação brasileira nos Jogos do México. Na terça-feira, ele ganhou dois ouros, no revezamento 4 x 100m (a equipe teve ainda André Brasil, Daniel Reis e Phelipe Rodrigues) e nos 50m livre.
A natação brasileira ganhou 14 medalhas até a noite de quarta-feira (16). Quatro delas de ouro, chegando à marca de 50 em quatro dias de Jogos Parapan-Americanos. Já são 17 de ouro, 13 de prata e 20 de bronze.
No quadro geral de medalhas, o Brasil lidera com 104 medalhas: 40 de ouro, 30 de prata e 34 de bronze. Os EUA estão em 2º lugar com 28 de ouro, 23 de prata e 15 de bronze.Potiguar mistura faroeste com sertão para compor visual no tiro com arco
Francisco das Chagas usa chapéu de cangaceiro nas competições
Para se protegerem do sol forte de Guadalajara, os competidores do tiro com arco fazem dos bonés peça essencial no uniforme do Parapan. No mar de chapéus de pano quase padronizados, uma peça de couro chama atenção. Na cabeça do potiguar Francisco das Chagas, a vestimenta se transformou em marca registrada e, de longe, anuncia que um nordestino está na briga por medalhas.
Vítima de um acidente de trabalho em uma fábrica de cerâmica, Francisco reencontrou no esporte a alegria de viver. Depois de experimentar a natação e o atletismo, conheceu o tiro com arco. Em resposta às piadas dos colegas de que o Nordeste não tinha arqueiros, o atleta decidiu aceitar a sugestão do treinador e adotou o chapéu típico nos torneios.
Francisco das Chagas leva o Brasil no peito e o nordeste na cabeça (Foto: Patricia Santos/Fotocom.net)
- O pessoal brincava que no Nordeste não havia arqueiros, que os últimos tinham sido os índios já extintos. Eu respondia que o tiro estava no meu sangue. Quando era garoto, assisti a muitos filmes de faroeste, e eu sempre torcia para os índios, nunca para os mocinhos. Minha bisavó era índia. Então meu técnico falou para usar algo que lembrasse a minha origem, e nada mais justo do que usar o meu chapéu de couro. Eu nasci na fazenda, e o usava muito quando precisava capiar, cuidar do gado.
Francisco tem ajuda de cadeira de rodas para se
mover (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)
mover (Foto: Helena Rebello / Globoesporte.com)
Francisco, que é magistrado e já deu aulas para turmas do 2º ao 5º ano do Ensino Fundamental, hoje se dedica exclusivamente ao esporte. Apesar do apoio do governo através do Bolsa Atleta, o potiguar confessa que já pensou em largar a modalidade algumas vezes devido ao alto custo dos equipamentos.
- Já pensei algumas vezes em desistir porque, no nosso país, é muito difícil conseguir material. Mas hoje é um pouco melhor, existe o Bolsa Atleta, e o sonho de defender o Brasil é muito grande. Lembro do meu país, do meu povo, do sofrimento que há, e ergo a cabeça. Ainda vale a pena.
Nesta quinta-feira, Francisco precisa vencer o americano Russell Alan Wolfe para conquistar a medalha de bronze nos Jogos Parapan-Americanos de Guadalajara. Além dele, Patricia Layolle também disputa o terceiro lugar na categoria W2/ST.
Chico e Patrícia parabéns pela batalha! Vocês brilharam.
ResponderExcluirab
Ricardão
Minas Arco e Flecha