Primeira medalha do Brasil no tiro com arco pode ter sotaque francês
Nascida em Paris, Patricia Layolle é naturalizada e disputa o bronze
Patricia Layolle nasceu na França, mas é carioca de
coração (Foto: Patricia Santos/Fotocom.net) A primeira medalha da história do Brasil no Tiro com Arco em um Parapan pode vir com sotaque francês. Nascida em Paris, Patricia Layolle mora no Rio de Janeiro há 29 anos e, em 2010, conseguiu se naturalizar. Em Guadalajara, a carioca de coração precisará mostrar pontaria afiada contra a americana D’Arce Ress para levar o bronze da classe W2/ST para casa.
Patricia se casou com um brasileiro na década de 1970, teve filhos e adotou a nova pátria. Atleta olímpica do tiro com arco, decidiu se naturalizar em 2008 para defender o país nas Olimpíadas. Seis meses depois, porém, o ataque de um cão a deixou com limitações de movimento no braço esquerdo. Sem se abalar, ela se reencontrou no paradesporto.
- Eu queria muito competir como brasileira. Eu já morava nopaís há mais de 15 anos (tempo mínimo necessário para se naturalizar), tinha marido e filhos brasileiros. Dei entrada no processo, mas o acidente veio logo depois. Quando chegou a autorização, dois anos mais tarde, me chamaram para ser paraatleta. Agarrei a oportunidade e quero muito levar esta medalha para casa. A França é muito legal, mas eu sou brasileira, sou carioca. Adoro o povo, a terra. O Brasil é a minha casa.
Nesta quarta-feira, Patricia deu adeus ao sonho de disputar uma medalha de ouro. Melhor classificada na véspera, a atiradora foi superada nas semifinais pela americana Natalie Wells por 6 a 0. Para a brasileira, resultado do nervosismo e da falta de experiência internacional.
- Estava muito nervosa. Tive um resultado muito bom na terça. Acho que o vento que me deixou perdida. Não tem nada a ver com o meu tiro. É o primeiro Parapan, a primeira vez de tudo. Mesmo tentando me concentrar ao máximo, não deu. Estou trabalhando muito o mental. Meu técnico me ensinou muita coisa. Acho que senti falta dele, não conseguimos nos falar de manhã. Mas vou ficar mais tranquila agora. E vou ganhar de novo.
Além de Patricia, Francisco das Chagas também lutará por uma medalha de bronze. O potiguar encara o americano Russell Alan Wolfe pelo terceiro lugar.
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