Para Brasil e Austrália, porém, o dia foi de comemoração. Com a vitória de 3 a 0 sobre a Guiné Equatorial, as brasileiras terminaram na primeira colocação da chave pela quarta vez consecutiva e, assim como há quatro anos, não desperdiçaram pontos e nem sofreram gols. Já as australianas avançaram às quartas de final pela segunda edição seguida, somando um ponto a mais do que na campanha de 2007. Os jogos de hoje também definiram os outros confrontos dos mata-matas: a Suécia enfrentará a Austrália em Augsburgo, enquanto o Brasil medirá forças com os Estados Unidos em Dresden.
Resultados
Guiné Equatorial 0 x 3 Brasil
Austrália 2 x 1 Noruega
Suécia 2 x 1 EUA
Coreia do Norte 0 x 0 Colômbia
O gol do dia
Kyah Simon (12/2ºT), Austrália x NoruegaComparando à rodada de ontem, que teve alguns candidatos a gol mais bonito do torneio, a quarta-feira foi modesta. Mas a Alemanha 2011 talvez não veja tento mais emocionante do que aquele que deixou as australianas em igualdade com as norueguesas. Apenas 63 segundos depois que Elise Thorsnes colocou as escandinavas em vantagem no marcador, a equipe do técnico Tom Sermanni deu a melhor resposta possível. Lisa De Vanna recuperou a bola na ponta esquerda e tocou com perfeição no meio da área para Simon arrematar para as redes. Este foi o segundo gol de empate mais rápido da história da Copa do Mundo Feminina da FIFA, juntamente com o de outra australiana, Dianne Alagich, que marcou contra a própria meta em uma partida contra a Rússia em 2003. O empate mais rápido saiu dos pés da nigeriana Nkiru Okosieme, que há 12 anos precisou de apenas alguns segundos para jogar um balde de água fria nas americanas.
Momentos marcantes
A sombraTodo treinador fica satisfeito quando os atletas seguem as instruções à risca. Marcello Frigerio, então, deve ter ficado maravilhado com a marcação que a zagueira Bruna aplicou em Marta no primeiro tempo da partida entre Guiné Equatorial e Brasil. A defensora de 27 anos grudou na brasileira feito cola, seguindo a cinco vezes Jogadora do Ano da FIFA inclusive até o campo de defesa canarinho. Pouco antes do intervalo, Marta foi receber instruções do técnico Kleiton Lima e Bruna foi junto — não chega a surpreender que os dois tenham adiado a conversa!
Três é demais A goleira norueguesa Ingrid Hjelmseth é mesmo azarada. Ela não só despontou para o futebol na mesma época em que a emblemática Bente Nordby, que a relegou ao banco por muitos anos, como ficou de fora dos últimos dois Mundiais devido a contusões. Embora estivesse bem fisicamente e fosse a titular para a atual campanha, Hjelmseth machucou o tornozelo esquerdo fazendo uma defesa corriqueira na partida contra a Austrália e precisou de atendimento médico. A camisa 1 voltou a campo para os 15 minutos finais do primeiro tempo, mas foi substituída por Erika Skarbo no intervalo.
Danças e lambançasDepois que a cobrança de falta da capitã Nilla Fischer desviou na zagueira americana Amy LePeibelt, matando a goleira dos EUA, as suecas comemoraram o gol fazendo a coreografia do Logobitombo de Moussier Tombola, que se tornou a marca registrada delas na Alemanha. A poucos metros da festa escandinava, a experiente volante americana Shannon Boxx reanimava as companheiras, em choque com o gol que abriu 2 a 0 para a Suécia. Para quem estava em Wolfsburgo, foi mais uma prova de que o futebol realmente provoca uma montanha-russa de emoções.
O número
17 — Antes do jogo de hoje, os Estados Unidos nunca haviam perdido nenhuma das 17 partidas que disputaram na fase de grupos do Mundial Feminino. Além disso, o país sempre havia terminado no topo da chave, acumulando 15 vitórias e dois empates. Desta vez, os dois gols da Suécia no primeiro tempo deixaram as americanas em terreno desconhecido e a caminho de um perigoso duelo com o Brasil nas quartas de final.
17 — Antes do jogo de hoje, os Estados Unidos nunca haviam perdido nenhuma das 17 partidas que disputaram na fase de grupos do Mundial Feminino. Além disso, o país sempre havia terminado no topo da chave, acumulando 15 vitórias e dois empates. Desta vez, os dois gols da Suécia no primeiro tempo deixaram as americanas em terreno desconhecido e a caminho de um perigoso duelo com o Brasil nas quartas de final.
O que elas disseram"Eu me adiantei para pegar a bola da Servet (Uzunlar), mas porque eu estava muito perto da linha da grande área eu não poderia usar as mãos, então tentei usar a cabeça. Não deu certo! Como eu mesma não consegui marcar o gol, estou dando graças a Deus pelas atacantes que temos, que puderam colocar a bola no fundo da rede! O futebol às vezes é um esporte engraçado." Melissa Barbieri, capitã e goleira da Austrália, sobre as circunstâncias que levaram ao gol da Noruega em Leverkusen
O que vem por aí?
Sábado, 9 de julhoInglaterra x França, Leverkusen, 13h (horário de Brasília)
Alemanha x Japão, Wolfsburg, 15h45 (horário de Brasília)
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